postado por Casanova
Os teus pés - Pablo Neruda
Quando não posso contemplar teu rosto,
contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.
Eu sei que te sustentam
e que teu doce peso
sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
a duplicada purpura
dos teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouo levantaram voo,
a larga boca de fruta,
tua rubra cabeleira,
pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
é só porque andaram
sobre a terra e sobre
o vento e sobre a água,
até me encontrarem.
contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.
Eu sei que te sustentam
e que teu doce peso
sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
a duplicada purpura
dos teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouo levantaram voo,
a larga boca de fruta,
tua rubra cabeleira,
pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
é só porque andaram
sobre a terra e sobre
o vento e sobre a água,
até me encontrarem.
Sete Perguntas - Larissa Close
Larissa Close (clique para acessar seu blog) é uma mulata cor-de-jambo de meter inveja em muita mulher. Aos 26 anos, dona de invejáveis 120cm de busto e 100 cm de quadril, essa alagoana conquistou seu espaço em São Paulo, onde mora há 3 anos. Confira a entrevista que ela deu ao Blog do Casanova.
Com 7 anos eu já brincava de boneca. Adorava. Eu me sentia uma menina. Aos 14, eu tomava hormônio feminino que roubava da minha tia. Aos 16, fugi de casa para trabalhar de babá. Fiquei trabalhando como babá por 5 anos. Aos 23, eu vim para São Paulo trabalhar de garota de programa. Sonhava em ajudar minha mãe.
Sexo. Porque temos algo que as mulheres não têm. Somos como purpurina. Temos brilho; algo que elas não têm.
3. Onde você gosta de transar?
Eu adoro ao ar livre. Gosto de sítio ou chácaras. Praias... É tudo!
3. Onde você gosta de transar?
Eu adoro ao ar livre. Gosto de sítio ou chácaras. Praias... É tudo!
Não. Tem tantos homem que tem um pênis grande mas não faz nada na cama, e tem outros que têm um pênis pequeno deliciosos.
5. Qual a transa mais louca que teve?
Ai, foi muito louca. Fiz amor na aveniva 23 de maio, em São Paulo, com um trânsito ... e todos vendo essa cena! [risos] Depois ele gozou como um louco.
Ai, sentar em um pênis e ele me fazer mulher. [risos]
7. E qual a tua fantasia?
Fazer sexo em uma ilha. Com um cara que eu amei muito.
postado por Casanova
A cópula - Manuel Bndeira
Depois de lhe beijar meticulosamente o cu, que é uma pimenta, a boceta, que é um doce,
o moço exibe à moça a bagagem que trouxe:
culhões e membro, um membro enorme e turgescente.
Ela toma-o na boca e morde-o. Incontinenti,
Não pode ele conter-se, e, de um jacto, esporrou-se.
Não desarmou porém. Antes, mais rijo, alteou-se
E fodeu-a.
Ela geme, ela peida, ela sente
Que vai morrer:
- "Eu morro! Ai, não queres que eu morra?!"
Grita para o rapaz que aceso como um diabo,
arde em cio e tesão na amorosa gangorra
E titilando-a nos mamilos e no rabo
(que depois irá ter sua ração de porra),
lhe enfia cona adentro o mangalho até o cabo.
postado por Curiosa
Do desejo - Hilda Hilst
E por que haverias de querer minha almaNa tua cama?
Disse palavras líquidas deleitosas ásperas
Obscenas, porque era assim que gostávamos.
Mas não menti gozo prazer lascívia
Nem omiti que a alma está além, buscando
Aquele Outro.
E te repito: por que haverias
De querer minha alma na tua cama?
(...)
postado por Curiosa
Mine - Katherine Stone
Mine to hold,
To feel,
To breathe in,
To delve into artificial machinations,
Taste the salty oil of the body
My body
His body
Her body
Look at the curl of her lobe
Her ear
Pink and flustered
Disappearing into his mouth
Red and puckered
Invisible to the face
Only to the eyes
Their eyes
Let me feel
Find new places for me to explore
For you all to find
Discover
Pleasure
Annihilate
Be mine
Mine alone
To feel,
To breathe in,
To delve into artificial machinations,
Taste the salty oil of the body
My body
His body
Her body
Look at the curl of her lobe
Her ear
Pink and flustered
Disappearing into his mouth
Red and puckered
Invisible to the face
Only to the eyes
Their eyes
Let me feel
Find new places for me to explore
For you all to find
Discover
Pleasure
Annihilate
Be mine
Mine alone
postado por Casanova
Alma - Curiosa
prendam a alma ao corpo:
não permitam que ela fuja
para mundos distantes e coloridos,
abandonando à desdita
o corpo que a sustenta.
Fica ele perdido
na inexaurível inépcia
física do gueto de si mesmo,
buscando sentido para
tão famigerada existência.
Porém, à espreita,
a alma permanece:
o corpo decide, ela nega,
o corpo vacila, ela afirma;
e se a matéria dói,
ela rima.
ela rima.
Postado por Curiosa
Suicida - Teresa Drummond
Escrever cartas de amor é cuspir um
crônico catarro preso à garganta.
Todas as cartas de amor são ridículas...
retratam de quem as descrevem o próprio ridículo.
Escrevo cartas de amor
Como se pulasse do décimo andar.
A paixão ludibria a alma
dissipando as certezas e todo o senso ridículo
Se o poeta é fingidor,
escrevo cartas de amor lambuzando de dor cada palavra.
Não há medida para rimas de amor;
até as rimas de amor são ridículas.
Por isso não faço poesia:
deixo contido o amor no ridículo das cartas...
morreria engasgada se não me dessem a chance de ser suicida.
Pulo do décimo andar no afã do vôo longínquo!...
Entre a janela e o chão, desprovida de toda a razão,
hei de saber da resposta.
Como a árvore que não apressa sua seiva
e enfrenta tranqüila a tempestade,
paciente aguardo a brevidade do chão
como se diante de mim houvesse eternidade.
Não há lucidez que aprisione o amor!...
Rompendo as grades do lúdico cárcere,
Na estupidez do vôo insano, escrevo cartas de amor
sem pára-quedas.
crônico catarro preso à garganta.
Todas as cartas de amor são ridículas...
retratam de quem as descrevem o próprio ridículo.
Escrevo cartas de amor
Como se pulasse do décimo andar.
A paixão ludibria a alma
dissipando as certezas e todo o senso ridículo
Se o poeta é fingidor,
escrevo cartas de amor lambuzando de dor cada palavra.
Não há medida para rimas de amor;
até as rimas de amor são ridículas.
Por isso não faço poesia:
deixo contido o amor no ridículo das cartas...
morreria engasgada se não me dessem a chance de ser suicida.
Pulo do décimo andar no afã do vôo longínquo!...
Entre a janela e o chão, desprovida de toda a razão,
hei de saber da resposta.
Como a árvore que não apressa sua seiva
e enfrenta tranqüila a tempestade,
paciente aguardo a brevidade do chão
como se diante de mim houvesse eternidade.
Não há lucidez que aprisione o amor!...
Rompendo as grades do lúdico cárcere,
Na estupidez do vôo insano, escrevo cartas de amor
sem pára-quedas.
postado por Curiosa
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